Elizabeth Gomes

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21/7/2016, 17:00
1 minutos de leitura

No 21º dia eu já nem sinto nada
mas a cruz pesada
no ombro já tão machucado
no híbrido de amor e escarro
faz do meu benefício
de superar o teu vício
o desfavor do acaso

Faria as mais lindas canções
e desejaria que os meus espólios
nessa guerra ganhada do ego
fossem nada mais que as nossas próprias conclusões
porque mais vale um final sem prêmio
que seja gritado ao mundo
que os troféus erguidos
na solidão silenciosa
da casa vazia
que vive e apodrece
sozinha do outro lado do muro

A bandeira branca
que deixava guardada
hoje tem a mancha de sangue
E todo aquele que não foi marcado
pelo desalento
pelo amor
pelo poema
que não se permitiu
no dia a dia
o grito da última foda
na parede riscada
ou da última poesia
que arranhava a garganta
também corre o risco
de não se afogar
nas dunas de areia
que eu pensava ser mar.

– Elizabeth Gomes

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Sinto um imenso amor pelo caos das coisas do mundo

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